quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Imprensa nacional já exibe denúncias contra Aguinaldo Ribeiro

O novo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, defendeu-se nesta quinta-feira (2) de denúncias sobre supostas irregularidades em sua administração na época em que era secretário de Agricultura da Paraíba.

Ele afirmou que a presidente Dilma Rousseff não o questionou a respeito do processo a que teve de responder no Tribunal Regional Federal da Paraíba.

Para Ribeiro, o assunto está "vencido". "Esse assunto já está vencido, já estava julgado pelo próprio TCU, pelo TRF, então é um assunto vencido e recorrente que os próprios canais da Justiça já haviam se manifestado", disse.

O novo ministro disse que tomará posse na próxima segunda-feira (6).

Ribeiro foi recebido por Dilma na tarde desta quinta-feira no Palácio do Planalto ao lado do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), logo após a divulgação de que foi escolhido para suceder Mário Negromonte.

O novo ministro respondeu no Tribunal Regional Federal da Paraíba a processo impetrado pelo Ministério Público Federal por suspeita de improbidade administrativa na época em que era secretário de Agricultura.

Segundo a ação, que teve julgamento favorável ao deputado — ainda cabe recurso —, foram encontradas supostas irregularidades em dispensa de licitação em convênio da secretaria com o governo federal. Também foram identificadas aquisições de equipamentos com verba originalmente destinada ao combate da febre aftosa, prevista no mesmo contrato.

Aguinaldo alegou ainda ter nascido no ano de 1969 ao comentar suposto assassinato cometido pelo seu avô, o ex-deputado Aguinaldo Veloso Borges, cometido em 1962. A informação foi publicada em jornais nesta quinta. Borges é apontado em dois livros lançados pelo governo federal como mandante do assassinato de João Pedro Teixeira, fundador da Liga Camponesa de Sapé (PB).

“Eu nasci em 69”, disse Ribeiro ao ser questionado por jornalistas sobre o crime supostamente cometido pelo avô.

Fogo amigo
Questionado se correrá o risco de ser atingido por “fogo amigo” dentro do seu próprio partido, o PP, Ribeiro foi vago e limitou-se a dizer que está preocupado em trabalhar. “A melhor resposta a partir de agora é trabalhar”.

Ribeiro disse que defende a “unidade como princípio elementar” do partido e negou que haja mal estar dentro do PP com sua indicação. “Nós sempre buscamos a unidade todo o tempo e acredito que foi isso também que possibilitou que nós tenhamos agora esse caminho da unidade”, afirmou.

'Grande desafio'
Aguinaldo Ribeiro disse que assumir o ministério das Cidades é um “grande desafio”. A presidente Dilma teria pedido a ele “resultados efetivos”, em especial na relação da Caixa Econômica Federal junto ao programa Minha Casa, Minha Vida, o principal programa administrado pela pasta. “Ela [Dilma] pediu que nós corrêssemos para vencer alguns entraves”, afirmou.

Ribeiro afirmou que passará o final de semana se “inteirando” das principais questões do ministério e que espera “vencer as dificuldades” nas áreas de habitação, saneamento ambiental, reordenamento urbano, desastres naturais e trânsito.

A partir da próxima semana ele também espera começar a montar sua equipe, afirmou.
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