terça-feira, 24 de novembro de 2015

Paraíba é o segundo estado com maior número de microcefalia no país; Saúde investiga 104 casos

A Paraíba é o segundo estado com maior registrado de casos de microcefalia no Brasil. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, nesta terça-feira (24), a Paraíba tem 96 registro da doença, ficando atrás apenas de Pernambuco, como 268.

Em entrevista coletiva realizada na manhã desta terça-feira, em João Pessoa, a Secretaria de Saúde do Estado divulgou que já foram 104 casos estão em investigação na Paraíba, oito a mais do que divulgado pelo Ministério da Saúde, em Brasília.

Conforme o MS, os números são registros feitos até 21 de novembro. O último boletim mostrava a Paraíba com 21 notificações. No Brasil, já foram notificados 520 casos suspeitos de microcefalia, identificados em 160 municípios de nove estados do Brasil.

A investigação dos casos está sendo realizada pelo Ministério da Saúde de forma integrada com as secretarias estaduais e municipais de saúde, com o apoio de instituições nacionais e internacionais. Comitês de especialistas apoiarão o Ministério da Saúde nas análises epidemiológicas e laboratorial, bem como no acompanhamento dos casos.

Desde o surgimento dos casos, o Ministério da saúde tem enviado às secretarias estaduais de saúde orientações sobre o processo de notificação, vigilância e assistência às gestantes e aos bebês acometidos pela microcefalia. Essas informações serão constantemente atualizadas.

Ainda não é possível ter certeza sobre a causa para o aumento de microcefalia que tem sido registrado nos nove estados. Todas as hipóteses estão sendo minuciosamente analisadas pelo Ministério da Saúde e qualquer conclusão neste momento é precipitada. As análises não foram finalizadas e, portanto, continuam em andamento.

O Laboratório de Flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz da Fiocruz/RJ participa das investigações e concluiu, no dia 17 de novembro, diagnósticos que constataram a presença do genoma do vírus Zika em amostras de duas gestantes da Paraíba, cujos fetos foram confirmados com microcefalia através de exames de ultrassonografia. O material genético (RNA) do vírus foi detectado em amostras de líquido amniótico, com o uso da técnica de RT-PCR em tempo real.

Apesar de ser um achado científico importante para o entendimento da infecção por Zika vírus em humanos, os dados atuais não permitem correlacionar inequivocamente, de forma causal, a infecção pelo Zika com a microcefalia. Tal esclarecimento se dará por estudos coordenados pelo Ministério e outras instituições envolvidas na investigação das causas de microcefalia no país.










Fonte portalcorreio


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