sábado, 27 de fevereiro de 2016

Estiagem atinge o Sertão de Cajazeiras e agricultores temem perda de lavouras

O Sertão paraibano enfrenta uma nova estiagem, e o cenário animador do mês de janeiro, mudou completamente. Neste mês de fevereiro não choveu ainda, e as plantações de janeiro de feijão e milho estão ameaçadas. Além da ausência de chuvas, a praga de lagartas está dizimando boa parte das lavouras, gerando muita inquietação entre os produtores rurais e a população em geral.

Em janeiro, as chuvas em Cajazeiras, por exemplo, foram acima da média, registrando 333 milímetros, quase do que, normalmente, chove em todo o inverno. Muita gente plantou nas primeiras chuvas, mas como não houve continuidade do período invernoso, a situação voltou a se agravar, com a possibilidade de mais um ano sem safra agrícola.

Para o produtor rural e líder comunitário, Chico Miguel, do Sítio Vaca Morta, a situação é muito difícil para o homem do campo. Se não chover nos próximos dias, segundo ele, haverá perda total das plantações feitas em janeiro, e o quadro na zona rural de Cajazeiras voltou a ser muito desanimador.

Açudes – A maioria dos pequenos reservatórios da zona rural de Cajazeiras tomou água para os próximos meses, mas a situação continua crítica nos açudes que abastecem as cidades: Engenheiro Avidos e Lagoa do Arroz, principalmente o primeiro, que não recebeu praticamente nenhuma água nova com as chuvas de janeiro.

Responsável pelo abastecimento de Cajazeiras e outras cidades, o açude Engenheiro Avidos, em Boqueirão de Piranhas, está com apenas 6,2% de sua capacidade de reserva, ou seja, com 15 milhões, 860 mil metros cúbicos, segundo dados da Aesa, do último dia 17. O reservatório tem capacidade para 255 milhões de metros cúbicos.

Já o açude Lagoa do Arroz, que abastece as cidades de Bom Jesus e Santa Helena, além de projetos de irrigação, recebeu aproximadamente um milhão e meio de metros cúbicos, em janeiro, mas seu nível também continua crítico. Os dados de ontem indicam 05 milhões e 711 mil metros cúbicos, o que corresponde a 7,1% de sua capacidade de reserva, que é de pouco mais de 80 milhões e 220 mil metros cúbicos.





Fonte Jornal Gazeta do Alto Piranhas



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