segunda-feira, 23 de maio de 2016

Vital do Rêgo é citado em novo trecho de delação da Lava Jato

Reportagem desta segunda-feira (23) do Estadão relata que o lobista Julio Camargo, um dos delatores da Operação Lava Jato, relatou ao Ministério Público Federal que participou de três reuniões com ex-senador Gim Argello (PTB-DF) ‘para arrecadar contribuições’. em 2014. O delator afirmou que no terceiro encontro o atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, estava presente. Segundo ele, Vital do Rêgo, então senador, era ‘selo de garantia’.

O lobista Julio Camargo, um dos delatores da Operação Lava Jato, relatou ao Ministério Público Federal que participou de três reuniões com ex-senador Gim Argello (PTB-DF) ‘para arrecadar contribuições’. em 2014. O delator afirmou que no terceiro encontro o atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, estava presente. Segundo ele, Vital do Rêgo, então senador, era ‘selo de garantia’.

“Na terceira reunião, quase no final, chegou Vital do Rêgo, para, na opinião do depoente, dar um ‘selo de garantia'; que Vital do Rêgo ficou apenas em torno de 10 minutos na reunião, dizendo que tinha muita coisa para fazer e Gim Argello pediu para ele comparecer”, relatou Julio Camargo.

Vital do Rêgo foi senador pela Paraíba entre 2011 e 2014, ano que Dilma Rousseff o nomeou ministro do TCU, no dia 22 de dezembro.

PARAIBANO SE DEFENDE EM NOTA

A assessoria do ministro Vital do Rêgo informa que ele já se manifestou sobre o assunto, e não voltará a se manifestar até que tenha acesso aos respectivos depoimentos.

Em 11 de maio, o ministro se pronunciou desta forma:

Recebi com indignação e espanto a notícia de que fragmentos de documentos sigilosos estão sendo pinçados de uma delação premiada, de forma criminosa, e divulgados à imprensa com a deliberada intenção de atingir minha reputação e minha honra.

Quem conhece minha trajetória de vida sabe que sempre pautei as atividades públicas com estrita e rigorosa observância dos preceitos legais.

Não por acaso, durante o período em que exerci a política partidária, meu mandato sempre foi veículo de pleitos do Ministério Público, da Polícia Federal e do Poder Judiciário, cujas vozes sempre reverberei nos plenários do Congresso Nacional.

Apenas para citar um de inúmeros exemplos, combati ao lado dos valorosos membros do Ministério Público a famigerada PEC-37, que cerceava poderes de investigação indispensáveis ao trabalho desembaraçado do Parquet.

Jamais pratiquei qualquer ato que, de longe, pudesse se ultrapassar as fronteiras da ética, muito menos posso admitir qualquer ilação, por genérica ou remota que seja, de que possa ter praticado alguma ilicitude.

Não tive acesso à íntegra da delação premiada do Sr. Otávio Azevedo, contudo os fragmentos levianamente divulgados à imprensa, longe de indicarem qualquer conduta ilícita de minha parte, revelam uma clara distorção do que supostamente foi declarado pelo delator, a fim de atingir o bom nome que construí ao longo dos mais de 30 anos de uma vida pública irrepreensível e de incansável defesa do interesse público.

Sempre dirigi os trabalhos da Comissão buscando fazer valer a vontade da maioria de seus membros, inclusive abrindo mão da prerrogativa que me cabia, como Presidente, para convocação dos depoentes, a qual foi democratizada com o Colégio de Líderes dos partidos políticos.

Uma simples leitura das atas de reuniões da CPMI comprova a veracidade destas informações, demonstrando que as convocações eram previamente definidas pelo Colégio de Líderes, e só então submetidas pela presidência à deliberação do plenário; fato que por si só repele qualquer possibilidade de manipulação da agenda da Comissão.

Dessa forma, atribuem-se ilações caluniosas ao meu nome, baseadas em supostos poderes que eu sequer detinha.

Afirmo também que, como Senador e por dever de ofício, sempre mantive contatos com as mais diversas partes, sem jamais mencionar quaisquer tipos de vantagens pessoais. Em relação ao encontro referido, o próprio delator confirma minha assertiva.

Por fim, declaro que não recebi recursos da referida empresa na campanha eleitoral no ano de 2014, assim como meu irmão, Deputado Veneziano Vital do Rêgo, conforme prestações de contas devidamente aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba.



Fonte Ministro Vital do Rêgo


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