domingo, 5 de junho de 2016

Mulher é detida tentando entrar em presídio com celulares dentro de lasanha

Uma mulher foi detida neste domingo (5) tentando entrar na Penitenciária Romeu Gonçalves de Abrantes, o presídio PB1, em João Pessoa, com quatro celulares. Segundo informações da Força Tática, a mulher foi visitar o marido e escondeu os aparelhos no fundo de uma lasanha. O flagrante foi feito pelas agentes penitenciárias.

Além do flagrante, a visita deste domingo no PB1 teve um atraso. Muitas famílias ficaram do lado de fora aguardando até aproximadamente 12h30. A assessoria da Secretaria da Administração Penitenciária informou que o atraso iria ser compensado no fim do dia.

“São bandidos que nem eles dizem? São. Mas são humanos. É filho, é marido, é neto, é pai de muita gente. São seres humanos que nem a gente. Ele errou, mas tá pagando já. Eu cheguei aqui faltava cinco minutos para 4h da manhã e quando eu passei lá na frente já tinha gente. Ninguém sai pra informar nada”, disse a esposa de um apenado que preferiu não ser identificada.

O presidente da Associação dos Agentes Penitenciários, Marcelo Gervásio, explicou que ficou sabendo que alguns agentes estavam sendo mantidos em cárcere privado no presídio. Porém, ele foi até a unidade prisional e não confirmou essa informação.

Segundo ele, os agentes se negaram a usar equipamentos do presídio que estão irregulares. “Tem armamento sem registro, irregular, que poderia configurar porte ilegal de arma. A maior parte dos coletes oferecidos pelo Estado estão vencidos. E se enquadra nisso o restante dos equipamentos de proteção individual”, disse Marcelo.

Os agentes também reclamaram da mudança na direção do presídio. “A direção era composta por agentes do quadro e o efetivo do presídio ficou meio sem entender do jeito que aconteceu. O gerente chegou ontem com alguns policiais militares e, sem sair no Diário Oficial a exoneração, nomeou informalmente o policial como diretor. E isso gerou um mal estar”, comentou.

A assessoria da Administração Penitenciária informou que o diretor Leandro Batista foi substituído por três miliares, identificados apenas por Moreira, Ronei e Oliveira, e que mudanças acontecem quando a Secretaria as consideram necessárias. A assessoria ainda disse que nenhum agente foi preso e que não houve confusão.



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