segunda-feira, 18 de julho de 2016

Globo Rural destaca situação preocupante do açude Coremas. [VÍDEO]

O programa Globo Rural (TV Globo) deste domingo (17/06), destacou a situação alarmante do maior reservatório de água do estado, o Açude de Coremas, que está apenas com pouco mais de 6% de sua capacidade, aumentando o risco de colapso no abastecimento em várias cidades da Paraíba e do Rio Grande do Norte.

O programa ainda destacou o enorme prejuízo para produtores de frutas daquela região e pescadores e criadores de peixes.

Veja a o texto completo publicado na página do Globo Rural na Internet.

Captação de água para irrigação e criar peixes é proibida em açude da PB


Tempos difíceis para os agricultores e pescadores da Paraíba. No maior reservatório do estado, a capacidade atingiu um nível crítico. O uso da água para irrigar lavouras e criar peixes foi proibido.

O pescador Valdomiro Januário da Silva criou dez filhos com o dinheiro que lucrava com a pesca no açude de Coremas no sertão da Paraíba. Hoje os tempos de fartura são coisa do passado. "Rapaz, eu saí às quatro da madrugada, venho chegando agora com dois peixes", lamenta.

De acordo com a Associação de Pescadores e Aquicultores de Coremas, a produção no município que já foi de 40 toneladas mensais, hoje não passa das quatro toneladas.

São poucos os que ainda insistem na pesca no reservatório. O barco de Francisco das Chagas mesmo quase sempre volta vazio. “A situação é triste, triste mesmo", diz

O açude de Coremas é o maior do estado, tem capacidade para armazenar quase 600 milhões de metros cúbicos de água, mas atualmente só conta com 38 milhões. O que equivale a apenas 6,5% da capacidade total.

O reservatório faz parte do complexo Coremas - Mãe D'Água, formado por dois açudes, e é responsável pelo abastecimento de aproximadamente 300.000 habitantes na Paraíba e 100.000 habitantes no Rio Grande do Norte.

O rio Piancó é perenizado pelas águas que saem do açude de Coremas. Grande parte dos produtores rurais da região contava com essa água para manter os cultivos, mas a agência Nacional das Águas, a ANA, restringiu o uso apenas para o consumo humano e animal.

O agricultor Francisco Pereira caminha pelo bananal quase todo perdido. Antigamente, por mês, ele chegava a tirar uma tonelada de bananas. "Hoje não está dando nada, nem para comer”.

De acordo com a ANA, a Agência Nacional de Águas, a medida vai durar até que o nível do açude se normalize.


Felipe Valentin
Coremas, PB



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Fonte patosonline


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