sexta-feira, 22 de julho de 2016

Quem comandava o São João de Patos era a Prefeitura Municipal, afirma Procurador da República

O Procurador da República, Dr. João Raphael, que também representa o Ministério Público Federal, concedeu entrevista a imprensa na manhã desta quinta-feira, (21), sobre a ação de improbidade administrativa, decorrente de inquérito público instaurado pela Procuradoria da República, sobre possíveis irregularidades na realização do São João de Patos.

A investigação aponta que houve um esquema ilícito montado nas execuções do São João de Patos em 2014, 2015 e 2016, bem como de enriquecimento ilícito de investigados que se beneficiaram a partir de apropriação de recursos captados em patrocínios do evento.

A ação civil partiu da investigação da Operação Desumanidade, onde de acordo com o Procurador, a investigação de fatos compartilhados na operação, comprovou novas irregularidades.

De acordo com o Procurador, a Prefeitura de Patos teria feito uma licitação direcionada, para que a empresa Área Badalada ganhasse a concorrência do evento: "Da forma que foi feito, seria impossível outra empresa concorrer, só entraria quem soubesse como funcionaria o esquema, no caso, a Área Badalada", explicou.

Dr. João Raphael disse ainda que a empresa de eventos era usada apenas para dar legalidade a licitação, mas quem comandava todo o São João era a Prefeitura Municipal de Patos: "Apesar de ser a empresa contratada realizar o evento, quem fazia tudo era a Prefeitura. Contratação de bandas, pagamentos, valores de cachê, etc", falou.

O Procurador explicou ainda que após feita a captação de patrocínios e recursos para o São João, o que sobrava da festa era dividido entre a empresa e integrantes da Prefeitura: "As contratações das atrações eram feitas e o que restava em dinheiro, era dividido entre eles", esclareceu.

Cinco mandados de condução coercitiva e outros mandados de busca e apreensão contra empresários e servidores da Prefeitura Municipal foram cumpridos. A secretária de Finanças do Município, Meryclis D'Medeiros, além dos sócios da Área Badalada Wescley Barbosa Lima, Joseilson Felipe da Silva e Wadi de Andrade Barros, prestaram depoimento na sede do Ministério Público Federal. A Chefe de Gabinete da Prefeitura, Ilanna Araújo Motta, estava em João Pessoa e será ouvida na Capital.

O advogado da Prefeitura Municipal de Patos se pronunciou e disse que o Ministério Público Federal se precipitou na aquisição de provas necessárias que possam comprovar alguma ligação ilícita da empresa Área Badalada com a Prefeitura de Patos, na realização do São João da cidade.

Segundo Aylan Pereira, por se tratar de uma parceria público privada, seria impossível que o município não tivesse uma contrapartida apenas na organização do evento.



Fonte maispatos


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