segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Júri popular condena dois dos cinco acusados de matar médico paraibano

Terminou na madrugada desta segunda-feira o julgamento de dois dos cinco acusados de matar o médico Artur Eugênio Pereira, de 35 anos, nascido na Paraíba. O júri popular condenou Cláudio Amaro Gomes Júnior a 34 anos e quatro meses de prisão em regime fechado. Já Lyferson Barbosa da Silva foi condenado a 26 anos e quatro meses de detenção, também em regime fechado.

A sentença foi anunciada às 4h. Logo após o anúncio, os defensores dos dois réus recorreram da decisão, para tentar diminuir as penas. A juíza Inês Maria de Albuquerque Alves, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Jaboatão dos Guararapes, pediu várias vezes aos presentes para evitarem manifestações. A viúva do cirurgião, Carla Azevedo, gesticulou em agradecimento pela decisão. O julgamento, que durou cinco dias, começou na quarta-feira passada no Fórum de Jaboatão dos Guararapes.

Caso - Artur Eugênio foi encontrado morto no dia 12 de maio de 2014, na BR-101, no bairro de Comporta, Jaboatão. Segundo denúncia do Ministério Público, o crime teria sido motivado por desentendimentos entre ele e Cláudio Amaro Gomes, seu ex-chefe. Cláudio teria contado com a ajuda do filho, que teria pago Jailson para contratar outros dois envolvidos, Lyferson e Flávio Braz, para matar Artur Eugênio. Flávio morreu numa troca de tiros com a Polícia Militar no dia oito de fevereiro do ano passado.

Cláudio Júnior foi julgado por homicídio duplamente qualificado (por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima) em concurso material com furto qualificado mediante fraude, com comunicação falsa do crime e dano qualificado pelo uso de substância inflamável. Lyferson respondeu por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa) em concurso material com dano qualificado.

A 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) decidiu que o cirurgião Cláudio Amaro Gomes, acusado de ser mandante da morte do colega Artur Eugênio, irá a júri popular juntamente com Jailson Duarte César, também envolvido no assassinato. O Poder Judiciário negou um recurso protocolado pelos réus, que tentavam evitar o tribunal do júri. A data da sessão ainda não foi definida e a defesa de ambos pode recorrer.

A defesa de Cláudio Amaro Gomes pediu que o cirurgião fosse beneficiado com prisão domiciliar em virtude de um quadro de hemacromatose, doença que causa acúmulo de ferro nos órgãos. A Justiça negou a solicitação. O relator do processo, o desembargador Alexandre Assunção, disse que o acusado poderá receber assistência médica dentro da unidade prisional.

Cláudio Amaro está preso no Centro de Observação e Triagem, em Abreu e Lima, desde junho de 2014. O médico responde por homicídio duplamente qualificado (por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima). Jailson Duarte César responde por homicídio duplamente qualificado e dano qualificado.

Fonte Por Diário de Pernambuco


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