terça-feira, 4 de outubro de 2016

Preso por suspeita de pistolagem é eleito vereador, no Sertão [VÍDEO]

Na cidade de Catolé do Rocha, no Sertão da Paraíba, Ubiraci Rocha, de 40 anos, preso por suspeita de pistolagem foi eleito vereador como o sexto candidato mais votado nas eleições municipais deste domingo (2). Bira Rocha, como é conhecido popularmente, preso provisoriamente desde maio deste ano, precisou de autorização judicial e escolta para ir votar. O G1 não conseguiu entrar em contato com os advogados do vereador eleito.

Candidato pelo PPS, Bira Rocha recebeu 948 dos 17.478 votos válidos no município. De acordo com gerente do sistema penitenciário da Paraíba, Sérgio Fonseca, o preso foi liberado para votar após uma determinação judicial. “Recebemos a autorização e o preso provisório foi votar sob escolta dos agentes. Ele teve o direito de votar porque ainda não é preso condenado”, comentou.

Segundo o chefe do cartório da 36ª Zona Eleitoral da Paraíba, Pedro Henrique Nunes, até 16h30 desta segunda-feira (3) a Justiça Eleitoral não havia sido notificada de nenhuma condenação do candidato em trânsito julgado. Por isso, mesmo estando preso por força de mandado de prisão, ele não perde os direitos políticos.

O vereador eleito segue preso no Presídio Padrão Manoel Gomes, em Catolé do Rocha. Ainda de acordo com o o gerente da Administração Penitenciária Sérgio Fonseca, Bira Rocha chegou a ser levado algemado até o colégio eleitoral. O suspeito foi preso no dia 9 de maio realizando transações bancárias em uma agência de João Pessoa durante uma operação do Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Militar da Paraíba.

Segundo comentou à época o delegado do GOE e responsável pela prisão, Allan Murilo Terruel, foi uma ação importante para a região porque o suspeito era temido e causava terror nas pessoas. “É ainda uma prisão sensível, por se tratar de um pistoleiro”, relatou após a prisão, que atendeu a uma mandado de prisão temporária. Segundo as investigações, o nome do suspeito está ligado a assassinatos no Sertão paraibano, como mandante, articulador ou executor dos crimes.




Fonte G1-PB


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