quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Detentos comandavam tráfico de drogas pelo WhatsApp de dentro de presídio da PB

Dois detentos que cumprem pena por tráfico de drogas e homicídio estariam comandando o tráfico de drogas de dentro da Penitenciária Segurança Máxima Geraldo Beltrão de João Pessoa. Segundo o delegado Ramirez São Pedro, chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes de Campina Grande, a dupla utilizava o WhatsApp e contato telefônico para coordenar o tráfico na cidade. Três pessoas que seriam envolvidas com a quadrilha dos apenados foram presas nessa terça-feira (1), durante a ‘Operação Cartel’, na cidade de Campina Grande, no Agreste do estado.

O delegado explicou que as investigações duraram cerca de um mês e apontou que a organização criminosa é formada por pelo menos oito pessoas. Após o monitoramento dos envolvidos, os policiais civis deflagraram a operação. O grupo, segundo a PC, comandava a distribuição de drogas nos bairros de José Pinheiro e Ramadinha, todos situados em Campina Grande.

“Os dois detentos da Máxima de Mangabeira, em João Pessoa, comandavam todo o movimento da quadrilha do tráfico. As conversas via WhatsApp mostram as ordens dos presos e as coordenadas dele de como proceder na distribuição e recolhimento do dinheiro. Tudo era comandado pelos apenados”, explicou o delegado.

Com as três pessoas presas os policiais apreenderam dois tabletes e trouxinhas de maconha com mais de um quilo da droga, pedras de crack, um revólver calibre 38 com numeração adulterada, uma pistola calibre 635 com sete munições, um veículo Fiat Uno e quatro motocicletas, além de dinheiro, aparelhos celulares e comprovantes bancários.

São Pedro disse que outros possíveis pontos de venda de drogas comandados pelos apenados estão sendo verificados pela equipe da DRE/CG e novas prisões poderão ocorrer ao longo da semana.

“Além da prisão em flagrante dos três suspeitos, a DRE/CG conseguiu identificar todos os demais integrantes do grupo criminoso e representará ao Juízo competente pela decretação de suas prisões preventivas”, adiantou o delegado.

Fonte Portal Correio


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