domingo, 19 de agosto de 2018

Reforma da Câmara de Catingueira custou quase 70 mil reais, não trouxe conforto e ainda comprometeu as despesas da Casa.

A nova sede da Câmara Municipal de Catingueira foi inaugurada no último dia 28 de Julho depois de uma longa reforma que durou mais de um semestre. Foram exatamente sete meses de muito trabalho e muitas polêmicas.

A reforma foi iniciada no mês de dezembro de 2017 e só foi concluída no final de Junho deste ano.

Com um gasto de R$ 68.915,29 o prédio foi inaugurado com uma grande festa, muitos elogios e discursos de parabéns. Mas nem tudo foram flores.

Para não quebrar o protocolo, algumas pessoas que parabenizaram pela reforma deixaram de expressar suas opiniões verdadeiras sobre o que de fato acharam da mesma já que o momento, talvez, não seria oportuno. “É quando o bolo da festa de casamento está ruim, mas os convidados saem do evento elogiando toda a comida para não gerar constrangimento.”

De fato, o prédio ficou bonito mas analisando cuidadosamente os detalhes, a reforma não trouxe nenhum conforto ao público presente, nem tão pouco aos vereadores, pelo contrário, acabou com o conforto que existia.

Em contato com alguns vereadores, ambos foram categóricos ao dizer que a nova reforma da Câmara não trouxe nenhum tipo de benefício. Nenhum dos parlamentares que conversamos, conseguiu citar um beneficio se quer promovido pela reforma.

No final, a reforma acabou servindo apenas para encantar os olhos dos visitantes que de fato não visitam com frequência a Casa Legislativa Severino Tibúrcio de Sousa.

O primeiro ponto questionável é o forte calor que agora vem fazendo durante as sessões, isto por que, foram removidos quatro aparelhos de ar-condicionados de 10 mil btu’s e adicionado um de 24 mil que se encontrava com problemas há vários anos, ou seja, antes, para esfriar o ambiente, a Câmara contava com quatro aparelhos de 10 mil btu’s mais um de 36 mil, totalizando 76 mil btu’s.

Depois da reforma, o plenário passou a contar com apenas dois ar-condicionados, um de 24 mil e outro de 36 mil, totalizando 60 mil btus’s. O problema não foi apenas a perda de 16 mil btu’s. O ambiente ficou maior, principalmente para cima, dificultando assim sua climatização.

Na última sessão da Câmara o forte calor incomodou muito, mesmo com uma pequena quantidade de pessoas no plenário. Os dois ar-condicionados não foram suficientes fazendo com que os vereadores tirassem seus paletós por não suportarem o calor.

E por falar em ampliação, muito foi se divulgado que o objetivo da reforma seria gerar mais conforto aos que se faziam presentes nas sessões. Realmente o espaço do plenário foi ampliado. O problema é que a Câmara continua suportando a mesma quantidade de pessoas sentadas, isto por que o número de cadeiras continua o mesmo e ainda foram retiradas algumas do plenário para fazerem parte do piso superior da Câmara, local que por sinal até agora não recebeu nenhuma pessoa do público para assistir as sessões.

Sobre o piso superior, esta foi a “grande novidade”. Foi construída uma nova sala da presidência e um espaço para que “autoridades”, ou até mesmo o público, pudessem assistir as sessões. O problema é que, na prática, isto não irá acontecer já que dificilmente um político “do povo” ficará “escondido” ou afastado do povo durante uma sessão. Portanto, o local se tornará, possivelmente, inutilizável. Basta analisar uma possível situação. Um plenário lotado de pessoas. Qual o político “do povo” que se arriscaria a assistir a sessão longe do povo, em um ambiente “escondido”, no mínimo iria ser assunto de críticas.

O comprometimento das despesas

Por conta da reforma, muitas despesas da Câmara foram comprometidas, dentre elas, a metade do décimo terceiro salário dos funcionários que, pela primeira vez, deixou de ser pago. Há muitos anos os servidores efetivos da Câmara vinham recebendo a primeira parcela entre os meses de Junho e Julho e a segunda metade no mês de dezembro, porém, o benefício não foi pago a nenhum servidor, até o presente momento.

Outra importante despesa que também deixou de ser paga foi o INSS referente aos meses de MARÇO e JUNHO deste ano. Mesmo o valor do imposto sendo recolhido do pagamento dos servidores e dos vereadores, a parcela não foi repassada ao INSS. Se o imposto foi recolhido, por que não foi repassado ao INSS dentro do mês?. Segundo o site do tribunal de contas, outras despesas foram empenhadas e não pagas.

Portanto, “nem tudo foram flores”






Fonte Tardelli PIres
Foto: Portal Catingueira



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...