segunda-feira, 6 de maio de 2019

Polícia de Sousa apela ao povo para achar homem que matou mulher na sexta-feira Santa

O mês de abril deste ano foi marcado por grandes tragédias no município de Sousa, Sertão da Paraíba. No dia 30, três jovens foram mortos no Acampamento Federal de São Gonçalo. No dia 27, um funcionário da Prefeitura foi assassinado em casa, no Bairro Alto Capanema. Dois dias antes, outro rapaz foi morto após uma tentativa de assalto, também em São Gonçalo e na Sexta-feira Santa (19) um crime de feminicídio aconteceu no Sítio Floresta.

Com exceção do caso de feminicídio, os demais foram esclarecidos através de inquéritos policiais e os suspeitos estão presos. Falta a polícia prender Artur Garrido da Silva, de 33 anos de idade. Ele matou com um tiro na cabeça, a sua companheira, Fabiana Ferreira da Silva, de 30 anos de idade.

Na última semana, observando a cobrança da família da vítima e da sociedade local, o delegado Ilamilto Simplício, da 19ª Delegacia Seccional de Sousa, publicou uma nota com o titilo “Não Vamos Esquecer“, evidenciando os esforços no sentido de localizar e efeituar a prisão do criminoso, o qual tem mandado de prisão em aberto desde o último dia 22 de abril.

“O próximo objetivo da Polícia Civil da Paraíba é prender o foragido Artur Garrido da Silva. Todo empenho nesse sentido será desenvolvido”, diz um trecho da nota.

No texto, a autoridade policial também adverte que serão responsabilizadas por crime de favorecimento pessoal (artigo 348 do Código Penal), qualquer pessoa que prestar ajuda, esconder ou retardar a ação da polícia no sentido de encontrar o fugitivo.

Por fim, o chefe de polícia pede a ajuda da população sousense para repassar informações sobre o paradeiro de Artur Garrido. “Divulguem, repassem até ele ser preso ou se entregar. Ele possui Mandado de Prisão decretado, podendo ser preso em qualquer lugar do Brasil”, destaca.

Fabiana Ferreira da Silva estava no Sítio Floresta, numa bebedeira com o companheiro Artur Garrido da Silva. Era noite de Sexta-feira Santa (19) quando a mulher levou um tiro na cabeça e morreu a caminho do Hospital Regional de Sousa.


Defesa sustenta tese de acidente

Contratado para fazer a defesa do suspeito, o advogado criminalista, Ozael da Costa Fernandes informou ao Blog do Levi que ao manter contato com Artur Garrido, este teria dito que estava bebendo com a mulher, sendo que em dado momento, teria ele, com a arma na cintura, se dirigido até a moto para ir embora, mas Fabiana o perseguiu e tentou impedi-lo.

Artur também teria informado que a mulher puxou a arma da sua cintura. Em seguida, ele pegou o revólver e teria sido nesse instante que houve o disparo por acidente.

A origem da arma

O delegado Ilamilton Simplício, falou ao Portal Correio sobre a dificuldade de identificar a origem da arma usada pwlo criminoso. “Imagina-se que a arma era dele, porque ele já responde a um processo anterior. Essa questão da arma fica difícil saber por enquanto. A arma vai para perícia e depois vai ser investigada a origem, se é registrada ou não. Isso acontece após ela voltar da perícia, quando o delegado do Grupo Tático Especial (GTE) vai pesquisar a origem dela, mas é muito difícil identificar, uma vez que esse pessoal costuma comprar essas armas no mercado clandestino”.










Fonte Blog do Levi



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