terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Nova pirâmide financeira promete dinheiro fácil e é caso de polícia na PB

A mandala é um diagrama composto de formas geométricas concêntricas, utilizado no hinduísmo, no budismo, nas práticas psicofísicas da ioga e no tantrismo. Todas as práticas têm como características a meditação e a paciência. Porém um sistema que está sendo distribuído principalmente por meio de grupos de WhatsApp, que promete ganhos de ao menos R$ 800 diante um investimento de R$ 100, está desvirtuando a palavra, que já pode ser chamada, principalmente pelas vítimas, de golpe.


De acordo com o Correio Online, com base em explicação do promotor Glauberto Bezerra, o problema é que a organização possui indícios de pirâmide financeira, uma vez que os últimos participantes acabam custeando os lucros de quem aderiu antes. Para alguém ganhar, outros perdem. E como não há nenhum produto envolvido, os casos estão, literalmente, virando casos de polícia.

No esquema, o dinheiro é depositado diretamente na conta bancária pessoal e cada participante é responsável por convidar novas pessoas. Não existem produtos sendo comercializados, portando a promotoria do consumidor afirma que é a polícia que está tratando os casos, mas não a federal, como nos casos da Telexfree, mas sim a civil, que foi procurada, mas não se manifestou a respeito das situações.

O sistema é dividido em quatro grupos - fogo, ar, terra e água. Ao aderir, o usuário investe pelo menos R$ 100 e precisa convidar mais duas pessoas para que também invistam. Depois de completar a quantidade necessária de participantes, recebe de cada um o valor também de R$ 100. Nos grupos de WhatsApp, as mensagens afirmam até mesmo que crianças estão participando do esquema, como no trecho: “Gente... essa uma maneira muito legal de ganhar um dinheiro extra, até crianças estão fazendo suas mandalas com valores mais baixos”.




Fonte Érico Fabres, do Correio Online


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