Audiência de custódia mantém prisão de ex-secretária estadual Livânia e proíbe visitas políticas

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba decidiu nesta segunda-feira (18) manter a prisão da agora ex-secretária de Administração do Estado, Livânia Farias. Ela foi presa no último sábado (16), ao desembarcar em João Pessoa, vinda de Minas Gerais. Na audiência de custódia, no início da tarde, o juiz Adilson Fabrício comunicou à ex-auxiliar do governador João Azevêdo (PSB) que ela estava sendo presa, também, em decorrência de um segundo processo movido pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB). Ao todo, foram dois mandados de prisão.

Esta segunda denúncia diz respeito à caixa de vinho com dinheiro, que teria sido pago pela Cruz Vermelha Brasileira. O ex-assessor da Secretaria de Administração, Leandro Nunes Azevêdo, disse ao Grupo de Atuação Especial de Combate à Corrupção (Gaeco), que teria recebido quase R$ 900 mil em propinas a mando de Livânia. A notificação sobre o segundo mandado de prisão chegou ao conhecimento do juiz ainda durante a primeira audiência de custódia. As duas decisões foram proferidas pelo desembargador Ricardo Vital de Almeida, presidente da primeira Câmara Criminal.

Com isso, Livânia vai permanecer na carceragem da 6ª Companhia da Polícia Militar, em Cabedelo. Ela foi proibida de receber visitas políticas. Ela só poderá ser visitada por por parentes de primeiro e segundo graus, além dos advogados responsáveis pela defesa. A ex-secretária também não poderá ser visitada pelo comandante da Polícia Militar da Paraíba, coronel Euller Chaves. O ato não será permitido nem em caráter de inspeção. Até a escolta, quando necessária, só poderá ser feita pelos policiais militares que atuam no Ministério Público da Paraíba. Durante a audiência, ela preferiu ficar calada.

Livânia é acusada do recebimento de propinas pagas por dirigentes da Cruz Vermelha Brasileira filial Rio Grande do Sul. A instituição, em conjunto com o Instituto de Psicologia Clínica, Educacional e Profissional (IPCEP), administrou recursos da ordem de R$ 1,1 bilhão entre 2011 e 2018. Elas são responsáveis pela gestão dos hospitais de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, Metropolitano Dom José Maria Pires e o Regional de Mamanguape. Depoimento do ex-assessor da secretaria de Administração, Leandro Nunes de Azevêdo, preso na segunda etapa da operação Calvário, indicou que Livânia teria recebido mensalão de R$ 80 mil ao longo dos últimos anos.





Fonte blogs.jornaldaparaiba - Suetoni Souto


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