terça-feira, 30 de abril de 2019

“Suspeitos fizeram do crime modo de vida e creem na impunidade”, diz MPF sobre operação envolvendo Bayeux, Patos, Emas e Monteiro.

O procurador chefe do Ministério Público Federal na Paraíba, Marcos Queiroga, afirmou, na manhã desta terça-feira (30), que os investigados na Operação Recidiva, que hoje entrou na terceira fase, fazem do crime meio de vida por acreditar na impunidade.

“Em muita situação, o crime continua sendo um meio de vida para muitas pessoas. Mesmo pegas, ela continuam fazendo a mesma prática criminosa porque é isso que ela sabe fazer. Outro fator é acreditar na impunidade. O Brasil possui um sistema que tem suas brechas e situação que garante a impunidade”, destacou.

Queiroga espera que no futuro a situação mude porque o principal alvo da ação de hoje em parceria com a Polícia Federal (PF) e a Controladoria Geral da União (CGU) já foi condenado em outra operação, a Desumanidade. Para ele, após análise dos materiais apreendidos hoje, outras operações poderão ocorrer.

Para superintendente regional da Controladoria Geral da União (CGU), Gabriel Aragão Wright, é preciso intensificar a fiscalização de obras para evitar lesão aos cofres públicos. Ele acrescenta que muitas obras estavam sendo entregues sem qualidade, inacabadas e mal feitas. E outras inauguradas em pouco tempo já apresentam falhas. “Devemos intensificar essas ações. Se não fizermos nada, cada vez mais iremos ter problemas com obras publicas. Tem pessoas que agem como se fossem donos da obras”, frisou.

O delegado da Polícia Federal, André Guedes Beltrão, detalhou o modus operandi dos fraudadores. “É uma empresa de fachada que vence licitação e não executa as obras. Uma terceira pessoa ligada à prefeitura faz a execução do serviço abaixo do esperado, com material de pior qualidade ou simplesmente não executa completamente. Após o pagamento do valor da medição para a empresa que venceu é repassado para os beneficiários do esquema criminoso”, explicou.

Ainda de acordo com o policial federal, as contas de outras empresas como supermercados, lotéricas e ‘laranjas’ são utilizadas no repasse do dinheiro. Hoje foram cumpridos 12 mandados de buscas e apreensão nas cidades de Bayeux, Patos, Emas e Monteiro.






Fonte Roberto Targino e Albemar Santos – MaisPB


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