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Solange Almeida comenta ação contra Aviões do Forró: "Cansei de ser saco de pancada"

Solange Almeida usou o seu Instagram para comentar a ação que move contra os ex-sócios do Aviões do Forró, banda da qual deixou de ser vocalista em 2016.Ela pede R$ 5 milhões de reais ao grupo, que tem como um dos sócios o músico Xand Avião.

"Queria dizer para vocês essa ação é verdadeira. Sei que muita gente tem me julgado por isso e diz ‘ah ela saiu por que quis’. Realmente na época eu disse isso, que saí porque quis. Por respeito com a história que eu tinha vivido com a banda, eu não quis ser a vítima da situação e modo criar um mal, estar então aceitei tudo o que foi proposto. A minha saída do Aviões estava pronta para ser dia 1 de setembro. Não a minha saída... eu anunciei que queria sair em 2015, chamei os sócios e disse que não ficaria mais na banda, e que eu os daria 2 anos pra isso. Aí eles me disseram em 2016 que não iam continuar com o Aviões do Forró, que eles iam acabar com o Aviões dia 1 de setembro de 2017 que íamos fazer uma turnê que a gente ia ganhar muito dinheiro. Eu disse ‘beleza’, então é esse o acordo. Dia 1º de setembro a gente faz os 15 anos do Aviões e a gente acaba por aqui uma história bonita, todo mundo capitalizado, ‘você vai viver sua carreira solo e Xand vai fazer o mesmo’, até aí beleza", relembrou ela.

Ao se desligar da banda, Solange afirma que o combinado não foi cumprido e que ela ficou com uma imagem negativa perante os fãs.

"Foi assim que eu fiquei. Eu disse ‘ok, beleza’, eu iria fazer o que se os sócios, que mandavam, que eram os administradores, chegaram pra mim e disseram que eu só tinha 2 meses pra ficar. Eu ia dizer o que? Contestar? Ia brigar com isso? Não, simplesmente fiquei na minha. Logo em seguida fui convidada pelo Fantástico para dar uma nota, para falar, e eles simplesmente não deixaram. Me colocaram dentro do quarto no Piauí e pediram que eu fizesse aquele vídeo junto com Xand, e eu fiz. E aí eu levei a culpa inteira que eu era a ingrata, que eu era a escrota, que eu queria mais dinheiro, porque queria ganhar sozinha porque eu era gananciosa e não foi nada disso, em momento algum eu quis prejudicar ninguém", continuou.

Ela ainda afirma que o acordo financeiro acertado com sua saída da banda não foi realizado. "Alguns dias depois eu assinei a minha saída da sociedade e eles ficaram certos de me pagar a parte que me cabia. Esperei quase quatro anos e nada foi feito. Eu estava perdendo esse tempo. Ingressei na Justiça em fevereiro para março deste ano para que eu tivesse meus direitos reconhecidos. Qualquer pessoa que trabalhe, tem que ter seus direitos. Dediquei uma vida e abdiquei de muita coisa... Tomei essa decisão porque cansei de ser saco de pancada, cansei de ser a mais prejudicada, em pensar nos outros e esquecer de mim".

Solange ainda afirma que tentou resolver os problemas de forma amigável, mas que encontros lhe foram negados. Ela ainda afirmou que chorou muito com o desfecho tomado.

"Tem muita coisa que aconteceu até porque a minha intenção não é criar mais confusão. Por mim isso não teria vindo a público. Sinto pena e até choro porque não queria que as coisas tivessem chegado a essa ponto. Tinha na minha cabeça que essa história ia ser linda do começo ao fim. Quantas tentativas de encontros para sentar, tomar um vinho e dar um abraço. Todas me foram negadas. Vocês não tem ideia de tudo o que eu passei. Uma hora vocês vão fazer. Eu pensei nos outros para não prejudicar famílias perfeitas, pessoas idôneas e sérias, para o escândalo não ser ainda maior do que está sendo."

Procurada por QUEM, a assessoria de imprensa de Xand Avião emitiu uma nota. O caso está sob os cuidados do advogado Carlos Freitas.

A empresa Aviões do Forró esclarece por meio de nota que a "Ação de Prestação de Haveres" movida pela artista Solange Almeida é a via judicial adequada para a verificação e aferição de direitos e obrigações atribuíveis aos sócios que eventualmente se retiram das sociedades à qual integram.

Tal procedimento se encontra em fase de apresentação da contestação, onde serão fornecidos à justiça todos os documentos e elementos técnicos de suporte à definição de direitos e obrigações da sócia que se retirou, quer perante à sociedade, quer perante os sócios remanescentes.

O desfecho de tal procedimento depende de análises e definições periciais, por profissional indicado pela justiça. Sobre o procedimento fiscal deflagrado no ano de 2016, a empresa informa que já compareceu espontaneamente perante à autoridade fiscal e forneceu elementos contábeis necessários à aferição dos tributos devidos, tendo, inclusive, aderido ao REFIS - já consolidado, estando pagando pontual e regularmente tais obrigações.


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Fonte revistaquem.globo.com


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